segunda-feira, 4 de abril de 2011

EXAGERADO CAZUZA



"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza  impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi.      
(Cazuza)
                                                           
                                                                                                                                                 




É impressionante pois, passados pouco mais de vinte anos que Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, nos deixou e a legião de fãs e cultuadores de suas músicas e das suas poesias só aumenta.
Há no mercado editorial uma biografia sua de enorme sucesso, lançada há alguns anos atrás e, também, um livro contando a história do Barão Vermelho com enfoque maior, claro, no período onde o "enfant terrible" esteve a frente da competente banda, desfilando os seus belos versos, no efervecente cenário do BRock nos saudosos anos 80.
Escreveu e cantou intensamente e exageradamente tudo o que viveu. Suas letras exalavam a rebeldia juvenil, a dor do amor, a desesperança no poder e no futuro e a doença que o abateu e o levou de nosso convívio.
É impressionante constatar essa adoração ao poeta ao lermos nos sites de relacionamentos, blogs e mini blog páginas e páginas dedicadas à sua obra, sejam as suas sempre polêmicas frases e opiniões a respeito de tudo a sua volta ou trechos de suas belíssimas letras.
Hoje, 04 de abril, se vivo estivesse, completaria 53 anos de idade.
Parabéns, poeta!
(A C Ribeiro Jr.)



Sou feliz e trago as provas
Nos meus olhos molhados
E vejo a vida tão diferente
Eu já posso entender
A inocência do prazer

(Inocência do Prazer)


Amor,meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira

(Amor Meu Grande Amor)


Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

(Codinome Beija-Flor)


E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais

(Exagerado)



MAL NENHUM


Nunca viram ninguém triste?
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais

Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Como um cachorro otário

Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada

Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração

Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não

Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim

(CAZUZA/LOBÃO)






terça-feira, 22 de março de 2011

JORGE, O PONTA DE LANÇA


"E os raios de Xangô trouxeram, da Mãe África, o couro dos tambores fertilizando o DNA das novas gerações elétricas eletrônicas globalizadas, e apontando a música do futuro."   

                                                                 (AC Ribeiro Jr.)






Parabéns, Jorge Ben!
E para ilustrar essa data nada melhor do que falar do grande encontro de um dos mestres do Hip Hop nacional, Mano Brown dos Racionais e Jorge Ben, com sua trajetória de 48 anos de música, sons, poesia, palavras, sucessos e influências por todo o planeta.
Esse encontro fez parte de um projeto para coincidir com a realização da Copa do Mundo De Futebol na África do Sul, realizada em junho/julho do ano passado. O tema escolhido foi, obviamente por falar sobre futebol, "Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)", clássico de Jorge Ben Jor, gravado no clássico disco Áfrca-Brasil, de 1976. A gravação foi realizada no estúdio YB, em São Paulo, em março de 2010, tendo as Negresko Sis-maravilhoso trio formado pelas belas  cantoras  Anelis Assumpção, filha do incrível Itamar Assumpção, Thalma de Freitas, filha do excelente pianista, compositor, maestro Laércio de Freitas, e a "avant la lettre" Céu-nos deliciosos backing vocals. Zé Gonzales (ex-Planet Hemp, N.A.S.A.) produziu a música ao lado do antenado e criativo Daniel Ganjaman (Instituto). Gabriel Ben Menezes, filho do Jorge Ben, Duani Martins, Gustavo da Lua e Pupillo (Nação Zumbi) também participaram da gravação.
O projeto, patrocinado pela Nike, reuniu 11 pessoas, em uma clara referência a um time de futebol. 
É samba, soul, rock, funk, hip hop, tambor, eletrônica, África-Brasil.

AC Ribeiro Jr.



                                             Ben & Mano



               Daniel Ganjaman, Zegon & Gabriel Ben Menezes


             As lindíssimas Negresko Sis ( Thalma de Freitas,                  Anelis Assumpção e Céu)



Ponta de Lança Africano


Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Joga bola, joga bola Jogador
Joga bola, joga bola Corocondô
Pula, cai, levanta
Mete gol, vibra
Abre espaço, chuta e agradece
Olha que a cidade
Toda ficou vazia
Nessa tarde de domingo
Só pra lhe ver jogar
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Joga bola jogador
joga bola corocondô
Joga bola jogador
joga bola corocondô
Rere, rere, rere jogador
Rere, rere, rere corocondô
Rere, rere, rere jogador
Rere, rere, rere corocondô
Tererê, tererê, tererê, tererê
Tererê homem gol
Tererê, tererê, tererê, tererê
Tererê homem gol
Umbabarauma quero ver você jogar
Umbabarauma quero ver você marcar
Umbabarauma quero ver você jogar
Umbabarauma quero ver você marcar
Arerê, Arerê, Arerê papá
Arerê, Arerê, Arerê papá
Arerê, Arerê, Arerê papá
Arerê, Arerê, Arerê papá
Ponta de lança Africano quero ver
Quero ver a rede balançar
A galera quer sorrir, a galera quer cantar
A galera tá feliz, ela quer comemorar
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
(Mano Brown)
Era eu, era meu mano, era meu mano mais eu
Pobre louco no bang como o bom Deus deu
E de bang a bang pra juntar 10 conto
Torto e tonto de fome, foi sempre assim.
Nada mais que um jogo eu sei, eu sei sim
Aqui Morumbi, a fé é o que me move
Meu camisa 9 treinou bem vai jogar
Sábado da final, salve o nosso natal.
Que a vida excita o mal, mas só por milagre
Um leão com cabeça de bagre
Sob assédio do crime
E sem gostar de ninguém
Meu time que é quem me inspira
Por falta de alguém
Onde e como ele tiver, tente se puder
Corajoso no domingo chuvoso a pé
Só quem é, é rato de estádio, sabia.
No rádio já dizia estamos em minoria
Quem achou, quem diria, sonhei com este dia
São quase 10 anos sem gritar campeão
São Paulo ta vazio, 100 mil Morumbi, eu li
Que o adversário é forte, e vai ser tri
Atenção Brasil, atenção..
Que a bola vem
Quase sem pretensão..
Aos 27
O Silêncio que antecede a explosão
Crioulo rei tem a sorte
Vida e morte no clássico, sim
Momento mágico pra mim sofredor
Passe curto pelo meio
Vem da intermediária que alcança
O meia-esquerda vai à linha de fundo
A bola
Bate rasteira
Cruza a pequena área
Aos pés Do nosso herói
No sentido de gol...
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol
Umbabarauma homem-gol

(Jorge Ben/Mano Brown)





segunda-feira, 21 de março de 2011

RAINHA, CÉU!



"Ao atingir a idade elétrica o negro do novo mundo não inventa 
  artefatos de morte e destruição, 
  cria  novas possibilidades para nova geração do prazer."
                                                                                       (Júlio Barroso)  



Veja o novo clipe da Céu

                    “Putz,  eu gosto desse som e assim vai ser”.
                                                                                                                        (CéU)         

RAINHA

Dê água pra Ela beber
Dê roupa pra Ela vestir
Saúde pra dar e vender
Dê paz pra Ela descansar
Adubo pra Ela crescer
Dê rosas pra Ela enfeitar
África,
Cadê
Seu trono de Rainha
Cadê
Dona da Realeza
Cadê
Mãe da matéria-prima
Cadê
Vai levar a vida inteira pra lhe agradecer
África,
Cadê
Seu trono de Rainha
Cadê
Dona da Realeza
Cadê
Mãe da matéria-prima
Cadê
vai levar a vida inteira pra lhe agradecer
(CÉU)