segunda-feira, 21 de março de 2011

RAINHA, CÉU!



"Ao atingir a idade elétrica o negro do novo mundo não inventa 
  artefatos de morte e destruição, 
  cria  novas possibilidades para nova geração do prazer."
                                                                                       (Júlio Barroso)  



Veja o novo clipe da Céu

                    “Putz,  eu gosto desse som e assim vai ser”.
                                                                                                                        (CéU)         

RAINHA

Dê água pra Ela beber
Dê roupa pra Ela vestir
Saúde pra dar e vender
Dê paz pra Ela descansar
Adubo pra Ela crescer
Dê rosas pra Ela enfeitar
África,
Cadê
Seu trono de Rainha
Cadê
Dona da Realeza
Cadê
Mãe da matéria-prima
Cadê
Vai levar a vida inteira pra lhe agradecer
África,
Cadê
Seu trono de Rainha
Cadê
Dona da Realeza
Cadê
Mãe da matéria-prima
Cadê
vai levar a vida inteira pra lhe agradecer
(CÉU)





sexta-feira, 18 de março de 2011

PARA SE FAZER UMA CANÇÃO







No início de 2005, o diretor geral do Canal Brasil (Globosat), Paulo Mendonça, convida Paulinho Moska para criar uma série de encontros musicais que misturassem conversa, fotografia, cinema e duetos.

Nasce o Zoombido. É convidado o diretor uruguaio Pablo Casacuberta que já havia dirigido o DVD do Paulinho Moska, + Novo de Novo.Vinte e seis episódios foram produzidos sendo vinte e cinco convidados.Os vinte e cinco artistas/compositores/convidados falam sobre cinco questões básicas:


Como a música entrou nas sua vida ainda na infância?
Qual foi o primeiro instrumento?
Como eram as primeiras canções?
Como se faz uma canção?
O que é compor? De onde isso vem?


Por episódio, são três canções executadas, escolhidas pelos próprios autores e apresentadas no formato “voz + um instrumento”. Zoombido  oferece uma quantidade imensa de planos e contra-planos, com seis câmeras que parecem se multiplicar num cenário de espelhos. 
Na primeira canção o autor está sozinho, na segunda Paulinho está em cena tirando fotos através do tijolo de vidro e na terceira há o dueto. Como não há ensaio, as gravações captaram uma mistura de espontaneidade e “alegria da primeira vez”. O resultado é um documento  maravilhoso da diversidade da canção brasileira sob uma ótica poética de imagens e sons.
Uma canção foi composta por todos os participantes. Ela é a síntese da temporada. A cada convidado é pedido uma frase (letra e melodia) com dois ou três acordes (harmonia), e assim criou-se coletivamente Para Se Fazer uma Canção .
O resultado positivo e a grande repercussão do programa motivou a Globosat a licenciar a gravadora Biscoito Fino a comercializar os episódios em DVDs e as canções em CD para o mercado, assim como deu sinal verde para produzir a continuação do programa. Para esse 2º, e os próximos-está na 5ª temporada-decidiu-se que cada última frase da música criada coletivamente iria batizar a temporada seguinte.
Acompanhando a letra da canção e assistindo a vinheta de apresentação do programa nos deparamos com a imensa qualidade e criatividade de nossos músicos/compositores pois, a beleza e a coerência dos versos e a riqueza harmônica da melodia  nos deixam inebriados e em puro êxtase.

AC Ribeiro Jr. 

*esse texto foi criado a partir de release feito por Paulinho Moska para a
  gravadora Biscoito Fino.


Para Se Fazer Uma Canção


Para se fazer uma canção (Moska) 
Desfaço as malas do meu coração (Vander Lee)
Eu sobrevôo minha solidão (Pedro Luis)
E encontro o fim de um deserto (Celso Fonseca)
Para se fazer uma canção (Frejat)
Um som, um céu sem direção (Zé Renato)
Como eu não previ, como eu nunca sei (Leoni)
O amor que dei (André Abujamra)
Acho a luz no fim da escuridão (Jorge Vercilo)
E ascendo a imaginação (Joyce)
Olá, você ai (Gilberto Gil)
Que bom te ouvir (Toni Garrido)
E eu não preciso de mais nada (Mart'nália)
Por isso corro nas calçadas, corro nos seus pensamentos (Otto)
Alentos pra solidão (Zélia Duncan)
Passaporte pra dentro da alma (George Israel)
E você que vem com pressa, calma (Oswaldo Montenegro)
Dor adeus, Deus perdão (Zeca Baleiro)
Dois, amor, doeu? (Nando Reis)
Mas como é bom! Mas como é bom! (Jorge Mautner)
E quando é bom é tudo seu (Lenine)
E eu sou teu, você e eu (Sergio Dias)
Na imensidão a sós (Flavio Venturine)
Essa é minha voz (Isabella Taviani)
Que é a sua voz também (Vitor Ramil)
E a canção é de ninguém (Chico César)









PARABÉNS, ELIS REGINA!





                      "Sempre vou viver como camicase. É isso que me faz ficar de pé".
                                                                                                    Elis Regina


A história iniciada em 17 de fevereiro de 1945, em Porto Alegre, trágica e precocemente interrompida em 19 de janeiro de 1982, em São Paulo, todos já a conhecem.
Aqui, hoje, como homenagem ao seu aniversário-faria 66 anos- fica o registro de uma da mais impressionantes interpretações de um lindo clássico da musica brasileira, de autoria de um grande compositor, Ary Barroso. O que se vê e ouve esse fenômeno do canto popular fazer com "Na Baixa do Sapateiro" é algo estonteante, experiência ímpar no apreciar uma cantora se entregar à música, extraindo da mesma sentimentos e emoções nunca ouvidos nas centenas de versões (interpretações) nas mais variadas vozes de nossa música.
Essa obra prima foi extraída de uma de suas duas apresentações, em julho de 1979, na 13ª edição do "Montreux Jazz Festival, realizado anualmente na Suíça.
O jornalista, crítico  de música, compositor, produtor, escritor Nelson Motta enviado pelo jornal "O Globo" e "TV Globo" para cobrir essa noite do festival disse sobre os jornalistas estrangeiros que assistiam a apresentação de Elis:
(...) os estrangeiros estavam maravilhados com sua afinação, seu timbre belíssimo, sua técnica impecável, sua tensão criativa.
Elis estava, a partir dessa passagem por Montreux pronta para, já, no início da década que viria, cantar, encantar e conquistar todas as platéias do mundo. 

AC Ribeiro Jr.


                            Baixa dos Sapateiros, Salvador da Bahia, circa 1940


Na Baixa do Sapateiro


Bahia, terra da felicidade
Moreno!
Eu ando louca de saudade
Meu Senhor do Bonfim
Arranje outro moreno
Igualzinho, prá mim...
Na Baixa do Sapateiro
Eu encontrei um dia
Um moreno mais folgado
Da Bahia
Pedi-lhe um beijo, não deu
Um abraço, sorriu
Pedi-lhe a mão
Não quis dar
Fugiu...
Bahia
Terra de felicidade
Moreno!
Eu ando louca de saudade
Meu Senhor do Bonfim
Arranje outro moreno
Igualzinho prá mim
Ai Bahia, ai, ai...
Ai Bahia, ai, ai...
Ary Barroso